sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Crimeware uma novel Realidade!

Quando comparado com o malware, podemos dizer que o crimeware ainda está no início, não tendo sequer uma definição oficial, que seja consensual. Mas como o próprio nome indica, o crimeware refere-se a todo um conjunto de software malicioso, usado em crimes.
Esses crimes são por norma, baseados na Internet. Nos dois últimos anos, os ataques de crimeware aumentaram muito mais que os vírus normais. Grupos internacionais de criadores de vírus, crackers e spammers, concertam esforços para roubar informações e obter lucros enormes de forma ilegal.
Um exemplo clássico de crimeware consiste num cavalo de Tróia do tipo keylogger backdoor, que recolhe informações sobre as teclas usadas pelo utilizador transmitindo essa informação para um ciber-criminoso.
Por exemplo, as informações recolhidas podem ajudar a descobrir o logon e a senha de entrada num portal de um sistema de Homebanking e enviá-los para o criminoso. Normalmente, essas informações serão usadas para obter lucros ilegais.
Outra forma de crimeware é o chamado ransomware, raro na Europa mas muito utilizado nos EUA e Brasil. Neste caso, um cavalo de Tróia mal-intencionado criptografa os arquivos no disco rígido do incauto utilizador. Depois que os arquivos estarem criptografados, ou seja inacessíveis ao utilizador do computador infectado, o cavalo de Tróia exibe uma mensagem ou deixa uma nota de resgate (ransom em Inglês) exigindo dinheiro em troca da chave, que permitirá descodificar o sistema e retomar o pleno uso do computador.
Considerando a novidade desse tipo de ameaça e o seu potencial de desenvolvimento, provavelmente será necessário esclarecer e actualizar a definição de crimeware, as autoridades, parecem não levar em linha de conta este tipo de crime emergente, a legislação é omissa ou inexistente e quando existe facilmente se torna obsoleta porque os criminosos trabalham a uma velocidade tal que o legislador, preso nos inevitáveis fios da burocracia, não reage atempadamente ao problema.
O caso de Portugal é exemplo gritante do desfasamento entre a realidade do mundo versus uma concepção jurídica desadequada, obsoleta e lenta, ressalvasse o excelente trabalho que a Polícia Judiciária, efectua, tendo em conta os exíguos meios humanos e materiais de que dispõe.


@protejainternet

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