quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Enhancing Child Safety and Online Technologies

Terminei a leitura de um documento chamado “Enhancing Child Safety and Online Technologies” (Melhorar a Segurança das Crianças e as Tecnologias Online), fiquei surpreendido com a leviandade com a questão é tratada. Esse documento foi elaborado por um grupo de trabalho em que participaram várias empresas que se dedicam a explorar conteúdos informáticos, como sejam a Microsoft, o MySpace, Facebook, Symantek entre outras num total de 29 integrantes desta parceria.
O retrato do panorama actual que se retrata no documento, no que concerne à segurança, online de crianças e adolescentes, é no mínimo de surpreender, quem como eu há quase dez anos dedica tempo a investigar, coligir, classificar e confirmar estes fenómenos, a única coisa que me apraz dizer é que este documento ou foi muito mal realizado, ou está inquinado por razões puramente económicas.
Os riscos que as crianças correm de assédio sexual online, são aos olhos deste documento, próximos do irrelevante, esta é a primeira inverdade, porque a meu ver, apenas que um ínfimo 1% das crianças e adolescentes corram riscos, esse já é um risco demasiado alto, no entanto e segundo dados desse estudo, efectuado apenas nos EUA, diz que 13% de jovens entre os 14 e os 17 foram vítimas de tais actos.
Um dos responsáveis pelo estudo afirmou, “não existem assim tantos adultos de 40 a tentar assediar menores de 15 com o objectivo de os molestar sexualmente". Outro erro crasso, não só existem adultos de 40, como de 20, 30, 50 e 60, mas também existem menores a perpetrar o mesmo tipo de crimes. A afirmação daquele responsável é também desmentida pelos casos de redes internacionais de pedofilia desmanteladas.
As redes sociais podem ser locais excelentes, crianças e adolescentes podem, utiliza-las, mas também devem ter consciência do real perigo que tais redes podem conter, a atitude certa será a de uma utilização esclarecida, aqui é essencial que pais e professores, bem como os governantes promovam a segurança da Internet, não é exagero, nem é histeria, é uma questão de obrigar quem de direito a cuidar daqueles que não são capazes de cuidar de si próprios.

P.S. – Visitem este link e vejam o exemplo

@protejainternet

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