terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ciberterrorismo e Ciberguerra


Não é à toa que a ONU pede a realização, assinatura e ratificação de um tratado contra a ciberguerra. Muitos podem pensar que tal emergência, se encontra ainda no plano da futurologia e da ficção científica, no entanto a realidade é muito mais sombria e factual. Num Mundo cada vez mais informatizado, a fragilidade e vulnerabilidade de alguns, muitos, sistemas, provoca ou deveria provocar sérias preocupações, se pensarmos que redes eléctricas, redes de abastecimento de águas, redes de esgotos, redes de transportes que incluem áreas sensíveis como a navegação aérea o controlo de espaços aéreos os sistemas de descolagem e aterragem nocturnos ou com baixa visibilidade, as redes de semáforos nas estradas e auto-estradas, os vários controlos de passageiros em comboios, em metropolitanos e outros sistemas interdependentes da informática como sistemas de comunicação, facilmente se percebe que ao comprometer uma ou mais áreas sensíveis de um país, poderemos tornar esse país “cego”, ou com a sua capacidade operacional seriamente comprometida. Foi o que sucedeu aquando da invasão da Republica Chechena, pela Rússia, dois dias antes da invasão todos os sítios Web do governo Checheno foram atacados e caíram sem poder ser utilizados, ficando fora de serviço.
Os exércitos dos países ditos civilizados, contam já com unidades especializadas em guerra informática, que actualmente se ocupam em prevenir situações de terrorismo informático enquanto vão testando as defesas de outros países, adianta-se aqui a República Popular da China, que apesar de o negar, tem através dos seus serviços de guerra informática perpetrado alguns dos mais espectaculares ataques informáticos mais recentes.
O Ciberterrorismo e a Ciberguerra, são realidades actuais que devem merecer a nossa atenção, verdade seja dita, que pouco podemos fazer, e que essa preocupação só acrescentará mais alguma angústia ao nosso já angustiante modelo de sociedade, no entanto nunca é demais estar ciente e alertado para as novas realidades.
Para saber mais:
SC Magazine
Cyber, War and Law

@protejainternet

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