terça-feira, 20 de abril de 2010

Ciberbullying - Quando o agressor é um adulto!



O Ciberbullying é sempre uma realidade atroz para a vítima. Pior se torna quando o agressor ao invés de uma outra criança é um adulto. Vários países adoptaram recentemente leis que criminalizam o ciberbullying, quando o agressor é um adulto e a vítima uma criança e ou adolescente, tal facto ficou a dever-se a diversos casos de suicídio de crianças após, estas terem sido perseguidas, por pais e ou mães de outras crianças. Portugal infelizmente neste capítulo segue na cauda do pelotão, não só não existe legislação sobre ciberbullying como muito menos existe legislação específica sobre esta questão em particular, quando os adultos são os criminosos.
Adultos estruturados e mentalmente saudáveis, não criam contas em redes sociais e ou blogues com o intuito de ameaçar, humilhar, difamar e perseguir uma criança e ou adolescentes, infelizmente existem alguns adultos que não são estruturados nem mentalmente saudáveis, apesar de não o parecerem.
Sucede que, se juntarmos adultos instáveis à tecnologia actual e às constantes problemáticas do crescimento das crianças e adolescentes, aos seus conflitos e disputas, facilmente obtemos situações complicadas e dramáticas, onde quem sofre são sempre os mais fracos, neste caso as crianças e ou os adolescentes.
Se ao anterior se juntar a fraca e titubeante abordagem das escolas e dos seus conselhos executivos, que para além de ignorem por completo as situações, excepto quando estas atingem uma tal proporção que são forçados a fazer algo, o que as mais das vezes resulta em actuações tardias e disparatadas, quando o papel da escola deveria ser de intervenção activa. Se juntarmos todas estas parcelas, veremos que em Portugal, o que se faz é precisamente o contrário do que ditam as regras do bom senso, a escola preocupa-se pouco, não solicita ajuda e quando intervêm não sabe bem o que fazer, mesmo quando até existem possibilidades de ajuda por parte de pessoas que realmente entendem alguma coisa dessa questão. O porquê deste estado de coisas é um mistério!
O ciberbullying é uma forma perversa de bullying, que graças à facilidade e quase anonimato que a Internet garantem, pode trazer consequências graves para as vidas das crianças. Convêm porém evitar o pânico e não fazer desta problemática um drama, para isso é precisa formação. O bullying e o Cyberbullying, são quase sempre fenómenos de grupo, mais lato ou mais restrito, como tal, toda a formação e intervenção deve ter isso em conta, deverá actuar junto de todos os intervenientes, crianças e adolescentes, pais, escola, professores, assistentes operacionais, comunidade local e nacional, autoridades de saúde, forças policiais e entidades da administração pública central e local.
Sem formação e sem coordenação e antes sem legislação concreta, nada surtirá efeito, e os adultos mentalmente instáveis poderão sempre cair na tentação de se engajar em actividades persecutórias em nome da defesa de algo que consideram justo, e que por muito que o seja, não é seguramente dessa forma que o devem efectuar.
Uma última palavra para as escolas, pedir ajuda não é desprimor, permanecer cego às evidências e por não saber o que fazer produzir os maiores disparates isso sim é desprimor, como diz a velha máxima “Errar é humano” mas também diz que; “ persistir no erro é estultice”.

@protejainternet

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