segunda-feira, 30 de maio de 2011

Marinho Pinto contra preventiva no caso de agressão!

Ainda na sequência das agressões a uma menor, facto filmado e colocado online, o senhor bastonário da Ordem dos Advogados, veio a terreiro tecer algumas considerações que são no mínimo bárbaras e que prejudicam seriamente o combate a esta sociedade desregrada que vamos permitindo que se crie.
O senhor Bastonário declara a certa altura "Estou estupefacto. É terrível. Isto é um sistema judicial da Idade Média". Para nosso bem, isto não é a Idade Média, porque os jovens agressores na melhor das hipóteses teriam sido linchados ou sumariamente sentenciados, acreditamos que neste caso a prisão preventiva age duplamente, protegendo-os de facto e colocando-os sobre a alçada da Lei.
O senhor Bastonário, relativiza a situação, declarando a certa altura que a prisão preventiva é excessiva porque a agressão “é uma banalidade”. Estamos em crer que a julgar pelos critérios do senhor Bastonário de não atender a estas banalidades, depressa entraríamos de novo na Idade Média.
O senhor Bastonário, com toda a sapiência que com certeza possui, comete a este respeito o pecado da soberba, pois fala sem ter a mínima noção deste fenómeno, do fenómeno cada vez mais brutal da violência entre crianças e adolescentes, esse facto parece imperdoável a alguém que ocupa um tão distinto e alto cargo.
O senhor Bastonário, declara que “é um absurdo”, a aplicação da prisão preventiva, nós dizemos que é um absurdo, que não existam nas escolas, nos tribunais e nas esquadras equipas multidisciplinares que trabalhem esta problemática, absurdo é o senhor Bastonário não falar dessa falta, não se referir à urgência de colocar estes fenómenos na ordem do dia, com investimentos sérios e com politicas credíveis que ajudem, vítimas, agressores e famílias.
O senhor Bastonário diz também, “ a medida é desproporcionada e aterradora”, desproporcionado e aterrador seria fazer como se tem feito até aqui que é nada, a impunidade é muito mais gravosa a nosso ver que a prisão preventiva de dois seres humanos que já tem idade para saber fazer escolhas, tomar opções e arcar com as consequências dessas opções.
O senhor Bastonário da Ordem dos Advogados, disse muita coisa, subjectiva, por exemplo quando usa o termo de comparação, sabendo qualquer leigo que esse não é um método do Direito, o que é confrangedor aqui é que o senhor Bastonário poderia ter pautado a sua intervenção por uma exigência ao poder político que dirija um olhar atento a esta questão e que enquadre e tipifique estes crimes, porque é disse que se trata de crimes, tão mais hediondos quando praticados por seres que ainda estão a estruturar os seus cérebros, o senhor Bastonário poderia ter sugerido equipas multidisciplinares de advogados, de médicos, de psicólogos, de psiquiatras, polícias, de terapeutas e de mediadores de conflitos, que nestes casos intervenham junto de vítimas e de agressores, que intervenham junto das famílias, que descubram o que está errado nas cabeças destas crianças e adolescentes e das suas famílias, pois o que aqui está em jogo é uma desestruturação cognitiva, que importa tratar.
O senhor Bastonário perdeu uma extraordinária oportunidade para utilizar toda a sua capacidade retórica e verbo fácil, na conquista de uma evolução ou na revolução de mentalidades e no alcançar de melhores valores civilizacionais e de respeito pelos direitos humanos. Acreditamos, que a criminalização deste tipo de ocorrências é necessária, baseamos a nossa opinião nos exemplos de países onde estes fenómenos são estudados há décadas, e onde apesar de tudo ser feito eles continuam a ocorrer, no entanto, aceitamos perfeitamente a crítica de que criminalizar apenas não basta, é começar a casa pelo telhado, aceitamos que talvez esta medida de coação seja reacção ao mediatismo, no entanto neste caso talvez o mediatismo sirva para uma séria reflexão sobre este problema cada vez com proporções mais graves e que nós enquanto sociedade continuamos a relativizar.

Ver notícia.

@protejainternet

domingo, 29 de maio de 2011

Agressora de adolescente e alegado autor do vídeo em prisão preventiva!

Neste caso a celeridade da Justiça justificou-se apenas pelo mediatismo da ocorrência, por muito que saudemos o bom desempenho, não podemos de criticar a completa falta de interesse por este tipo de fenómenos, que tanto as autoridades como a sociedade em geral revela. Se no caso da sociedade, esse desinteresse é compreensível à luz, da ignorância que é infelizmente e cada vez mais o denominador comum de uma sociedade alheada de si mesma, no entanto esse desinteresse já não se entende quando oriundo das autoridades, das mesmas autoridades a quem cabe zelar pela segurança e defesa dos melhores interesses da sociedade que representa.
Apesar de existirem alguns, profissionais clínicos, psiquiatras e pedo-psiquiatras entre outros que não manifestam grande concordância na criminalizam de actos desta natureza, somos, enquanto observadores interessados deste fenómeno, aqui e em países onde o mesmo está muito mais desenvolvido, da opinião que uma criminalização efectiva não pode estar fora da cogitação das autoridades.
Na nossa opinião, a criminalização destes actos, não tem nenhum objectivo de marcar exemplos, na esperança de que outros não sigam aquele caminho ou de reabilitar os prevaricadores, ainda que essas duas componentes possam ser efectivamente parte do processo de criminalização. Por conseguinte, na nossa opinião a criminalização servirá para efectivamente punir pessoas que revelam pouca ou nenhuma apetência para viver numa sociedade regida por regras de civilidade.
As várias autoridades da nossa sociedade devem estar atentas a este fenómeno, as escolas e os centros de saúde devem possuir profissionais clínicos que possam trabalhar com as vítimas e com os agressores e com as suas famílias, porque só assim poderá tratar o problema, a aposta deverá também recair na prevenção como método primeiro para educar, pois estamos em crer que o grande problema neste caso, é o insucesso, que enquanto sociedade, estamos a demonstrar na educação dos mais jovens. Criminalizar sim, mas com regras e com método, sem descurar mecanismos de prevenção e de apoio, que continuam por implementar.

@protejainternet

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Alerta de mail fraudulento



ALERTA - Este mail é fraudulento. Não clique nos anexos (fotografias), ao clicar vai instalar malware no seu computador!

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terça-feira, 24 de maio de 2011

Violência entre adolescentes em Lisboa - Vídeo

No vídeo em causa, podemos assistir a uma agressão bárbara de uma rapariga, agredida por outras duas. Á sua volta cirando alguns mirones mais o menos envolvidos na questiúncula, enquanto um outro rapaz, filma a ocorrência.
Alertamos para a violência do vídeo.http://www.blogger.com/img/blank.gif

Esta explosão de violência inútil, mais uma, entre adolescentes, ainda que seja dito posteriormente que alguns já tem 17 ou 18 anos, alertanos par aa terrível realidade do tipo de adolescentes que estamosa criar, e em que tipo de adultos se vão tornar.
A questão da violência é por si só repugnante e abjecta, mas ainda pior é o regozijo, que os cumplices, que não intervêm ao invés incentivam e filmam a bárbara ocorrência, como se fosse uma trivial actividade lúdica.
Que tipo de gente é aquela? Que gente covarde e malévola é aquela?
Há que por cobro a isto, há que intervir com seriedade, há que fazer algo hoje, para que amanhã não seja tarde demais! Esperamos que os intervenientes que possam ser criminalmente punidos o sejam efectivamente, não esperamos grande coisa verdade seja dita, porque o Estado e a sociedade tem estado alheios a esta realidade.

Link para o vídeo

@protejainternet

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Recursos Educativos Abertos para Bibliotecas Escolares



Iniciativas para a Segurança da Internet

As bibliotecas escolares são excelentes ferramentas, para o desenvolvimento de actividades multidisciplinares, com isso em mente o Projecto @ProtejaInternet, propõe hoje uma série de recursos que podem ser consultados e descarregados pelos responsáveis das bibliotecas escolares, no sentido de, nas escolas promoverem uma cultura de segurança na utilização da Internet, através da realização de actividades. Com tempo serão disponibilizados mais recursos que de forma gratuita ficarão ao dispor de todos os que os quiserem utilizar.

1. Contrato de Utilização.
Conceber um contrato de utilização dos computadores da biblioteca escolar, de forma colaborativa com os alunos, elaborar um documento com regras, direitos e deveres sobre a utilização dos equipamentos informáticos disponibilizados pela biblioteca.

Exemplo de contrato.

2. Envolver os alunos nas questões da segurança da Internet. Realizando sessões de esclarecimento utilizando as apresentações abaixo disponibilizadas, para de uma forma simples falar de temas importantes.
2.1 Organizar sessões em que mostra apresentações temáticas sobre a segurança Internet, pode descarregar do Scribd, os links estão associados ao tema basta clicar e seguir a hiperligação.

A privacidade
O Facebook
O Phishing
Ciberbullying
Os perigos
Aprender a contribuir
Os Direitos de Autor

2.2 Questionários, jogos e outras iniciativas. Através do preenchimento de questionários sobre segurança da internet, jogos e outras iniciativas como, jornais e blogues, promover o conhecimento sobre a temática da segurança da Internet.

Sugestão de recursos a implementar:

Questionários: Para os alunosPara os pais e professores
Jogo da Segurança – Comissão Europeia
Criar com os alunos um Clube da segurança
Criar com os alunos um Jornal de divulgação
Criar com os alunos um Blogue
Criar com os alunos um Twitter

3. Descobrir o Ebook. Um incentivo à leitura.

Projectos Ebook online
Instituto Camões
Projecto Gutenberg
Europeana
Biblioteca Nacional de Portugal
Google Books
Wikisource

4. Envolver a escola. Promover actividades dentro da escola que alertem para as questões da segurança da internet e tudo o que isso implica.

4.1 Promover conferências e debates. Comemorar o Dia da Segurança da Internet, desenvolver actividades na escola que envolvam a comunidade, no sentido de alertar para as questões da segurança da internet.

4.2 Desenvolver recursos próprios através da elaboração de recomendações de utilização e da necessidade de cada utilizador zelar pela sua segurança contribuindo assim para a segurança de todos.

5. Se considerar necessárias acções de Formação, contacte-nos através do endereço: protejainternet@gmail.com


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segunda-feira, 16 de maio de 2011

ALERTA - Mensagem de email fraudulenta!



Uma mensagem de correio electrónico semelhante à que mostramos acima circula pelas caixas de correio, é um esquema fraudulento, não clique nos links e apague de imediato, pois ao clicar o seu computador ficará infectado com malware.

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Violência escolar em escola de Almeirim!

Por vezes é mais fácil ver o que está longe do que aquilo que se passa à frente da nossa casa, o caso que relatamos agora, que por enquanto configura apenas um caso, mais um, de violência escolar, aconteceu aqui em Almeirim. Este caso foi-nos relatado por um grupo de pais preocupados, que nos fizeram chegar ontem uma mensagem de correio electrónico com detalhes do caso.
Exige a sensibilidade do caso que se guardem as identidades, das pessoas que nos relatam o caso, bem como nos absteremos também de comentar, as eventuais implicações processuais que possam advir e ou estar em curso neste caso. No entanto responderemos a duas das várias questões que esse grupo de pais nos colocou, por serem as questões que podemos responder sem colocar em causa as investigações e o segredo de Justiça que eventualmente abrangerá este caso, se como esperamos, houver um procedimento criminal contra os perpetradores de tais condenáveis actos.
Perguntam os pais se esta situação pode ser considerada Bullying. É difícil perceber se estes maus tratos entre pares configuram uma situação de bullying, dado não nos ter sido possível apurar se tais agressões duram há muito tempo, ou se foram apenas as indicadas pelos relatos, no entanto se nada for feito e o acto ficar impune, estamos em crer que esta ou outra situação similar no futuro, possa efectivamente degenerar numa situação clássica de bullying, dado que aparentemente as premissas básicas de uma situação de bullying aqui estão configuradas.
Em relação à actuação da escola, consideramo-la medianamente actuante. Sabemos que as escolas, estão sob pressão e que muitas vezes os meios e as possibilidades de actuação esbarram contra legislações, estatutos e ou regulamentos, que pecam por defeito. Neste caso a atitude correcta seria a intervenção desde logo da associação de pais, depois na escola deveria existir uma equipa multidisciplinar que envolva profissionais clínicos e mediadores de conflitos que actuem junto dos agredidos e dos agressores e das suas famílias, todos colaborando para a resolução da situação, esta seria a situação ideal e utópica. Infelizmente sabemos que o Ministério da Educação não considera este tipo de ocorrências uma prioridade, com ficou óbvio no caso da escola de Mirandela, esperamos pois que a escola intervenha de forma firme nesta situação.
Em resumo, este tipo de situações, exigem respostas céleres e temperadas pela multidisciplinaridade de todas as parcelas que compõe a equação da violência, as escolas necessitam de estar atentas e de exercer com o máximo de rigor as competências que detêm nesta área, sob pena de a sobrevalorização a inépcia neste tipo de ocorrências poder conduzir a maiores problemas, perfeitamente evitáveis se atalhados, com ponderação e firmeza e de modo profissional, atempadamente.
O projecto Proteja a Internet, agradece, aos pais preocupados a informação disponibilizada, colocando-nos ao dispor para quaisquer, esclarecimentos adicionais que creiam pertinentes colocar-nos.

Para saber mais
http://www.bullying.co.uk/
http://www.bullyonline.org
http://www.beatbullying.org/
http://www.bullying.org/
http://www.portalbullying.com.pt/

Nos jornais sobre este caso
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/ensino/alunos-lancam-o-medo-na-escola
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/ensino/aluno-receia-mais-agressoes215745680
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/ensino/quem-evitou-ajuda-tem-culpa

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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Usar o https no Facebook

Este pequeno vídeo, é um tutorial de como utilizar a ligação segura no browser, "https" claro que isto não basta mas é um bom princípio.

video

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Privacidade e segurança no Facebook!

Não raras as vezes, que aqui neste espaço, esta temática foi abordada. No entanto parece que toda a informação disponibilizada sobre esta temática cai em saco roto. A Internet, essa maravilha tecnológica do advir, não está isenta de escolhos, como muitos têm alertado, no entanto os utilizadores dessa ferramenta parecem não se importar minimamente com o facto de que a sua utilização acarreta alguns deveres que são essenciais e que influem bastante na questão da segurança pessoal de cada utilizador.
A Internet é uma ferramenta colectiva, a preocupação com a segurança deverá também ser uma preocupação colectiva, pois não é. A grande maioria dos utilizadores não tem a mínima noção dessa necessidade. Tomemos como exemplo o Facebook.
Apesar de inúmeros alertas, da publicação de material informativo e de campanha sque tentam despertar as consciência adormecidas e ou entorpecidas par esta realidade, para a necessidade dos utilizadores serem proactivos na sua defesa, a realidade passa por uma atroz falta de cuidado, uma negligência que leva a pensar que as pessoas, preferem ter problemas e serem confrontadas com situações menos boas, do que efectivamente tomarem o pulso, na medida do possível, à situação e efectivamente promoverem hábitos de navegação saudáveis e seguros.
A própria plataforma deverá rever as suas políticas de segurança, cultivando junto dos seus utilizadores a necessidade de estes se precaverem contra os possíveis problemas, o Facebook, deverá portanto “educar” o mais possível os seus utilizadores. No entanto existem vários problemas que ensombram esta actividade. O primeiro, prende-se com o número absurdo de crianças menores de idade que possui contas na plataforma, uma realidade que facilmente se constata e que nos parece muito grave. Só nos EUA e segundo o último estudo estamos a falar de 7.5 milhões de crianças menores de idade, é uma realidade pavorosa.
O segundo problema tem que ver com o desconhecimento que os utilizadores têm sobre os mecanismos de segurança que a plataforma disponibiliza, é absolutamente incrível que a maioria dos utilizadores desconheça esses mecanismos, logo não os utilizando. Aqui talvez a plataforma possa ser mais proactiva, incentivando os utilizadores a conhecerem os mecanismos de segurança, promovendo também a sua utilização.
O terceiro problema tem que ver directamente com o primeiro e resulta, da falta de supervisão dos pais, que não conhecem em absoluto os seus filhos, nem os educam da forma mais correcta, tentando o mais possível acompanha-los nas suas actividades cibernáuticas, o mesmo estudo já citado, diz que 1 milhão de crianças menores de idade nos EUA, com contas no Facebook foram vítimas de ciberbulying e de assédio.
O quarto e último problema prende-se com a ligeireza e a absoluta despreocupação com que os adultos, publicam informações, fotos e vídeos pessoais, naquilo que é uma demonstração que revela bem o grau de iliteracia para a segurança digital, que perpassa na sociedade portuguesa, é preocupante navegar pelo Facebook e ver milhares de fotos de crianças, nomes, moradas, números de telefone expostos ao mundo.

1. Mantenha os perfis privados.
2. Não publique fotos e ou vídeos dos seus filhos e ou de outras crianças.
3. Utiliza a ferramenta https://, disponibilizada no Facebook.
4. Não clique em tudo o que vê.
5. Se o seu filho menor tem mesmo de ter conta no Facebook, a primeira coisa que deve fazer é adicioná-lo como amigo para poder ir vendo quem são os seus amigos.
6. Não acredite que só acontece aos outros.
7. Não diga que vai de férias, em que dia vai e quando volta.
8. Não publique moradas e números de telefone.
9. Fale de segurança online com outras pessoas.
10. Não aceite convites de pessoas que não conhece, sem antes confirmar na medida do possível a sua identidade.
11. Ensine aos seus filhos as regras de segurança.
12. Procure manter-se actualizado sobre esta temática.


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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mensagens fraudulentas do Twitter


Mensagens de correio electrónico como as acima, são fraudes, que tem por objectivo fazer a pessoa clicar no link e instalar malware no computador!
Caso use o Twitter e receba este tipo de mensagens unca aceda através do link da mensagem, feche a caixa de correio electrónico e entre na sua conta do Twitter para verificar se tem alguma mensagem.

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