domingo, 29 de maio de 2011

Agressora de adolescente e alegado autor do vídeo em prisão preventiva!

Neste caso a celeridade da Justiça justificou-se apenas pelo mediatismo da ocorrência, por muito que saudemos o bom desempenho, não podemos de criticar a completa falta de interesse por este tipo de fenómenos, que tanto as autoridades como a sociedade em geral revela. Se no caso da sociedade, esse desinteresse é compreensível à luz, da ignorância que é infelizmente e cada vez mais o denominador comum de uma sociedade alheada de si mesma, no entanto esse desinteresse já não se entende quando oriundo das autoridades, das mesmas autoridades a quem cabe zelar pela segurança e defesa dos melhores interesses da sociedade que representa.
Apesar de existirem alguns, profissionais clínicos, psiquiatras e pedo-psiquiatras entre outros que não manifestam grande concordância na criminalizam de actos desta natureza, somos, enquanto observadores interessados deste fenómeno, aqui e em países onde o mesmo está muito mais desenvolvido, da opinião que uma criminalização efectiva não pode estar fora da cogitação das autoridades.
Na nossa opinião, a criminalização destes actos, não tem nenhum objectivo de marcar exemplos, na esperança de que outros não sigam aquele caminho ou de reabilitar os prevaricadores, ainda que essas duas componentes possam ser efectivamente parte do processo de criminalização. Por conseguinte, na nossa opinião a criminalização servirá para efectivamente punir pessoas que revelam pouca ou nenhuma apetência para viver numa sociedade regida por regras de civilidade.
As várias autoridades da nossa sociedade devem estar atentas a este fenómeno, as escolas e os centros de saúde devem possuir profissionais clínicos que possam trabalhar com as vítimas e com os agressores e com as suas famílias, porque só assim poderá tratar o problema, a aposta deverá também recair na prevenção como método primeiro para educar, pois estamos em crer que o grande problema neste caso, é o insucesso, que enquanto sociedade, estamos a demonstrar na educação dos mais jovens. Criminalizar sim, mas com regras e com método, sem descurar mecanismos de prevenção e de apoio, que continuam por implementar.

@protejainternet

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