quinta-feira, 12 de maio de 2011

Privacidade e segurança no Facebook!

Não raras as vezes, que aqui neste espaço, esta temática foi abordada. No entanto parece que toda a informação disponibilizada sobre esta temática cai em saco roto. A Internet, essa maravilha tecnológica do advir, não está isenta de escolhos, como muitos têm alertado, no entanto os utilizadores dessa ferramenta parecem não se importar minimamente com o facto de que a sua utilização acarreta alguns deveres que são essenciais e que influem bastante na questão da segurança pessoal de cada utilizador.
A Internet é uma ferramenta colectiva, a preocupação com a segurança deverá também ser uma preocupação colectiva, pois não é. A grande maioria dos utilizadores não tem a mínima noção dessa necessidade. Tomemos como exemplo o Facebook.
Apesar de inúmeros alertas, da publicação de material informativo e de campanha sque tentam despertar as consciência adormecidas e ou entorpecidas par esta realidade, para a necessidade dos utilizadores serem proactivos na sua defesa, a realidade passa por uma atroz falta de cuidado, uma negligência que leva a pensar que as pessoas, preferem ter problemas e serem confrontadas com situações menos boas, do que efectivamente tomarem o pulso, na medida do possível, à situação e efectivamente promoverem hábitos de navegação saudáveis e seguros.
A própria plataforma deverá rever as suas políticas de segurança, cultivando junto dos seus utilizadores a necessidade de estes se precaverem contra os possíveis problemas, o Facebook, deverá portanto “educar” o mais possível os seus utilizadores. No entanto existem vários problemas que ensombram esta actividade. O primeiro, prende-se com o número absurdo de crianças menores de idade que possui contas na plataforma, uma realidade que facilmente se constata e que nos parece muito grave. Só nos EUA e segundo o último estudo estamos a falar de 7.5 milhões de crianças menores de idade, é uma realidade pavorosa.
O segundo problema tem que ver com o desconhecimento que os utilizadores têm sobre os mecanismos de segurança que a plataforma disponibiliza, é absolutamente incrível que a maioria dos utilizadores desconheça esses mecanismos, logo não os utilizando. Aqui talvez a plataforma possa ser mais proactiva, incentivando os utilizadores a conhecerem os mecanismos de segurança, promovendo também a sua utilização.
O terceiro problema tem que ver directamente com o primeiro e resulta, da falta de supervisão dos pais, que não conhecem em absoluto os seus filhos, nem os educam da forma mais correcta, tentando o mais possível acompanha-los nas suas actividades cibernáuticas, o mesmo estudo já citado, diz que 1 milhão de crianças menores de idade nos EUA, com contas no Facebook foram vítimas de ciberbulying e de assédio.
O quarto e último problema prende-se com a ligeireza e a absoluta despreocupação com que os adultos, publicam informações, fotos e vídeos pessoais, naquilo que é uma demonstração que revela bem o grau de iliteracia para a segurança digital, que perpassa na sociedade portuguesa, é preocupante navegar pelo Facebook e ver milhares de fotos de crianças, nomes, moradas, números de telefone expostos ao mundo.

1. Mantenha os perfis privados.
2. Não publique fotos e ou vídeos dos seus filhos e ou de outras crianças.
3. Utiliza a ferramenta https://, disponibilizada no Facebook.
4. Não clique em tudo o que vê.
5. Se o seu filho menor tem mesmo de ter conta no Facebook, a primeira coisa que deve fazer é adicioná-lo como amigo para poder ir vendo quem são os seus amigos.
6. Não acredite que só acontece aos outros.
7. Não diga que vai de férias, em que dia vai e quando volta.
8. Não publique moradas e números de telefone.
9. Fale de segurança online com outras pessoas.
10. Não aceite convites de pessoas que não conhece, sem antes confirmar na medida do possível a sua identidade.
11. Ensine aos seus filhos as regras de segurança.
12. Procure manter-se actualizado sobre esta temática.


@protejainternet

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